Trebyxan
Cloridrato de Irinotecano Triidratado
Posologia (resumo)
Uso como agente único (esquema semanal)
Administrar 100 a 125 mg/m² em infusão intravenosa ao longo de 30 a 90 minutos, em esquema semanal.
Uso como agente único (esquema a cada 3 semanas)
Administrar 300 a 350 mg/m² em infusão intravenosa ao longo de 30 a 90 minutos, em esquema a cada 3 semanas.
Neoplasia colorretal (agente único, semanal)
Dose inicial de 125 mg/m² por infusão intravenosa (30 a 90 minutos), semanalmente, em ciclos de 6 semanas (4 semanas de infusão, 2 de descanso).
Neoplasia colorretal (agente único, semanal, condições especiais)
Dose inicial de 100 mg/m² por infusão intravenosa (30 a 90 minutos), semanalmente, em ciclos de 6 semanas (4 semanas de infusão, 2 de descanso), para pacientes com radioterapia extensa anterior, performance status 2, níveis aumentados de bilirrubina ou neoplasia gástrica.
Neoplasia colorretal (agente único, 1x a cada 2 semanas)
Dose inicial de 250 mg/m² por infusão intravenosa (30 a 90 minutos), 1 vez a cada 2 semanas.
Neoplasia colorretal (agente único, 1x a cada 2 semanas, condições especiais)
Dose inicial de 200 mg/m² por infusão intravenosa (30 a 90 minutos), 1 vez a cada 2 semanas, para pacientes com idade de 65 anos ou mais, radioterapia extensa anterior, performance status 2, níveis aumentados de bilirrubina ou neoplasia gástrica.
Neoplasia colorretal (agente único, 1x a cada 3 semanas)
Dose inicial de 350 mg/m² por infusão intravenosa (30 a 90 minutos), 1 vez a cada 3 semanas.
Neoplasia colorretal (agente único, 1x a cada 3 semanas, condições especiais)
Dose inicial de 300 mg/m² por infusão intravenosa (30 a 90 minutos), 1 vez a cada 3 semanas, para pacientes com idade de 65 anos ou mais, radioterapia extensa anterior, performance status 2, níveis aumentados de bilirrubina ou neoplasia gástrica.
Disfunção Hepática (Semanal, Bilirrubina 1.5-3.0 x PRAN e TGO/TGP ≤ 5.0 x PRAN)
Dose inicial de 60 mg/m² por infusão intravenosa (30 a 90 minutos), semanalmente, para pacientes com bilirrubina 1.5-3.0 x PRAN e TGO/TGP ≤ 5.0 x PRAN.
Disfunção Hepática (Semanal, Bilirrubina 3.1-5.0 x PRAN e TGO/TGP ≤ 5.0 x PRAN)
Dose inicial de 50 mg/m² por infusão intravenosa (30 a 90 minutos), semanalmente, para pacientes com bilirrubina 3.1-5.0 x PRAN e TGO/TGP ≤ 5.0 x PRAN.
Disfunção Hepática (Semanal, Bilirrubina < 1.5 x PRAN e TGO/TGP 5.1-20.0 x PRAN)
Dose inicial de 60 mg/m² por infusão intravenosa (30 a 90 minutos), semanalmente, para pacientes com bilirrubina < 1.5 x PRAN e TGO/TGP 5.1-20.0 x PRAN.
Disfunção Hepática (Semanal, Bilirrubina 1.5-5.0 x PRAN e TGO/TGP 5.1-20.0 x PRAN)
Dose inicial de 40 mg/m² por infusão intravenosa (30 a 90 minutos), semanalmente, para pacientes com bilirrubina 1.5-5.0 x PRAN e TGO/TGP 5.1-20.0 x PRAN.
Disfunção Hepática (1x a cada 3 semanas, Bilirrubina 1.5-3.0 x PRAN)
Dose inicial de 200 mg/m² por infusão intravenosa (30 a 90 minutos), 1 vez a cada 3 semanas, para pacientes com bilirrubina 1.5-3.0 x PRAN.
Esquema Combinado (5-FU + Folinato de Cálcio, a cada 2 semanas)
Dose inicial de 125 mg/m² de cloridrato de irinotecano, 500 mg/m² de 5-FU e 20 mg/m² de folinato de cálcio, por infusão intravenosa (30 a 90 minutos), em ciclos de 6 semanas (semanal por 4 semanas, seguido de 2 semanas de repouso).
Esquema Combinado (5-FU + Folinato de Cálcio, a cada 2 semanas, condições especiais)
Dose inicial de 100 mg/m² de cloridrato de irinotecano e 400 mg/m² de 5-FU (folinato de cálcio 20 mg/m²), por infusão intravenosa (30 a 90 minutos), para pacientes com idade de 65 anos ou mais, radioterapia extensa anterior, performance status 2, níveis aumentados de bilirrubina ou neoplasia gástrica.
Esquema Combinado (Cisplatina)
Dose inicial de 65 mg/m² de cloridrato de irinotecano e 30 mg/m² de cisplatina, por infusão intravenosa (30 a 90 minutos), em ciclos de 6 semanas (semanal por 4 semanas, seguido de 2 semanas de repouso).
Esquema Combinado (Cisplatina, condições especiais)
Dose inicial de 50 mg/m² de cloridrato de irinotecano e 30 mg/m² de cisplatina, por infusão intravenosa (30 a 90 minutos), para pacientes com idade de 65 anos ou mais, radioterapia extensa anterior, performance status 2, níveis aumentados de bilirrubina ou neoplasia gástrica.
Resumo da posologia extraído automaticamente por IA da bula oficial registrada na ANVISA, em 12 de jun. de 2026. É um material informativo: consulte a bula completa e siga sempre a orientação do seu médico ou farmacêutico. Não use como única referência de dose.
Bula do medicamento
PDF oficial ANVISA recortado para esta apresentação (TREBYXAN® Laboratório Químico Farmacêutico Bergamo Ltda. Solução para Diluição para Infusão 20 mg/mL). A bula original completa segue disponível na seção Registro ANVISA.
Informações ao paciente
INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Este produto é de uso restrito a estabelecimentos de saúde ou ambulatórios especializados e deve ser manipulado apenas por pessoal treinado.
1. PARA QUÊ ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?
TREBYXAN® solução para diluição para infusão é indicado como agente único ou combinado no tratamento de pacientes com:
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Carcinoma metastático do cólon ou reto não tratado previamente;
-
Carcinoma metastático do cólon ou reto que tenha recorrido (voltado) ou progredido (piorado) após
terapia anterior com 5-fluoruracila;
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Neoplasia pulmonar de células pequenas e não pequenas;
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Neoplasia de colo de útero;
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Neoplasia de ovário;
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Neoplasia gástrica recorrente ou inoperável.
TREBYXAN® está indicado para tratamento como agente único de pacientes com:
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Neoplasia de mama inoperável ou recorrente;
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Carcinoma de células escamosas da pele;
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Linfomas.
2. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
TREBYXAN® é um agente antineoplásico (medicamento usado no tratamento de neoplasia) que age interagindo com a enzima topoisomerase I, uma enzima importante no processo de multiplicação das células. O bloqueio desta enzima causa um erro no funcionamento das células tumorais, levando-as a morte.
As concentrações máximas do metabólito ativo (da substância ativa) de cloridrato de irinotecano são atingidas, geralmente, dentro de 1 hora após o término de uma infusão (administração por uma veia) de
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90 minutos do produto.
3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
TREBYXAN® é contraindicado a pacientes com hipersensibilidade (alergia) conhecida ao fármaco ou a qualquer componente da fórmula.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Administração:
TREBYXAN® deve ser administrado obrigatoriamente sob a supervisão de um médico com experiência no uso de agentes quimioterápicos (medicamentos) para neoplasia.
O uso de TREBYXAN® nas situações a seguir deve ser avaliado através da análise dos benefícios e riscos esperados, e indicado quando os benefícios superarem os possíveis riscos:
- Em pacientes que apresentam um fator de risco (particularmente os com performance status = 2 OMS)
(índice que reflete o estado geral do paciente).
- Em raros casos, onde os pacientes apresentam recomendações relacionadas ao controle de eventos
adversos (necessidade de tratamento imediato e prolongado contra diarreia combinado a alto consumo de líquido no início da diarreia tardia). Recomenda-se supervisão hospitalar a tais pacientes.
Sintomas colinérgicos:
Os pacientes podem apresentar sintomas colinérgicos (sintomas desencadeados devido à liberação de substâncias chamadas neurotransmissores que controlam várias funções do organismo) como rinite, salivação aumentada, miose (fechamento da pupila), lacrimejamento, diaforese (aumento da produção de suor), rubor (vasodilatação), bradicardia (diminuição na frequência cardíaca) e aumento do peristaltismo (movimento) intestinal que pode causar cólicas abdominais e diarreia em fase inicial da administração (por exemplo: diarreia ocorrendo geralmente durante ou até 8 horas da administração de TREBYXAN®). Esses sintomas podem ser observados durante, ou logo após, a infusão de TREBYXAN®, devendo ocorrer mais frequentemente com doses mais altas. Em pacientes com sintomas colinérgicos a administração terapêutica (uso que visa o tratamento), ou profilática (uso que visa a prevenção), de atropina 0,25 a 1 mg por via intravenosa (pela veia) ou subcutânea (abaixo da pele) deve ser considerada (a não ser que contraindicada clinicamente). A definição do uso dessa medicação cabe ao médico que está acompanhando o paciente.
Extravasamento:
Embora cloridrato de irinotecano não seja, sabidamente, vesicante (irritante da veia onde o produto está sendo administrado), deve-se tomar cuidado para evitar extravasamento (administração da medicação fora da veia) e observar o local da infusão (administração da medicação por veia) quanto a sinais inflamatórios (aumento de calor local, avermelhamento, dor). Caso ocorra extravasamento, recomenda-se infusão para “lavar” o local de acesso e aplicação de gelo.
Hepático:
Em estudos clínicos (estudos realizados para avaliar o medicamento) foram observadas, em menos de 10% dos pacientes, anormalidades das enzimas hepáticas (testes que avaliam a função do fígado). Esses eventos ocorrem tipicamente em pacientes com metástases (tumores à distância) hepáticas conhecidas e não estão claramente relacionados ao cloridrato de irinotecano.
Hematológico:
O TREBYXAN® frequentemente causa diminuição do número de células do sistema de defesa do organismo e anemia, inclusive graves, devendo ser evitado em pacientes com insuficiência aguda (mau funcionamento agudo) grave da medula óssea (órgão responsável pela produção das células sanguíneas). A trombocitopenia (queda na contagem de plaquetas-células sanguíneas responsáveis pela coagulação) grave é incomum. Nos estudos clínicos, a frequência de neutropenia (diminuição de um tipo de células de defesa no sangue: neutrófilos) foi significativamente maior em pacientes que haviam recebido
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previamente irradiação (radioterapia) pélvica/abdominal do que naqueles que não haviam recebido tal irradiação.
Neutropenia febril (pacientes com diminuição do número de neutrófilos, que evoluíram com febre) ocorreu em menos de 10% dos pacientes nos estudos clínicos. Mortes devido à sepse (infecção generalizada) após neutropenia grave foram relatadas em pacientes tratados com cloridrato de irinotecano. A terapia com TREBYXAN® deve ser temporariamente descontinuada caso ocorra neutropenia febril ou se a contagem absoluta de neutrófilos cair abaixo de 1000/mm³. A dose do produto deve ser reduzida no caso de ocorrência de neutropenia não febril clinicamente significativa.
Pacientes com atividade de UGT1A1 reduzida:
Outro polimorfismo específico do gene UGT1A1 (que reduz a atividade dessa enzima) é uma mutação conhecida como variante UGT1A1*6.
Pacientes com variantes UGT1A1*28 ou *6 (especialmente se homozigóticos) apresentam risco aumentado de apresentar eventos adversos, como neutropenia (diminuição de um tipo de células de defesa no sangue: neutrófilos) e diarreia (perturbação intestinal caracterizada por aumento do número de evacuações que se tornam de consistência líquida ou pastosa). Deve ser considerada uma dose inicial reduzida de TREBYXAN® para pacientes homozigóticos. Para maiores informações sobre a posologia do medicamento, consulte o seu médico ou a bula específica para o profissional de saúde. Além disso, *28 e *6 pacientes homozigóticos e heterozigóticos devem ser monitorados de perto para neutropenia e diarreia.
A redução exata da dose inicial nesses pacientes não foi estabelecida e quaisquer modificações de dose subsequente, devem ser baseadas na tolerância individual do paciente ao tratamento.
Para identificar pacientes com risco aumentado de neutropenia e diarreia, a genotipagem UGT1A1 pode ser útil. Mais em detalhes, a genotipagem UGT1A128 pode ser útil em caucasianos, africanos e latinos, UGT1A16 em pessoas do leste asiático e UGT1A1*28 e *6 combinada em chineses e japoneses, uma vez que essas são as populações em que essas variantes são mais prevalentes.
Reações de hipersensibilidade:
Foram relatadas reações de hipersensibilidade (alergia), inclusive reações anafilática/anafilactoide graves (reação alérgica grave).
Efeitos imunossupressores/Aumento da suscetibilidade a infecções:
A administração de vacinas com microrganismo vivos ou atenuados (mortos ou inativados) em pacientes imunocomprometidos por agentes quimioterápicos, incluindo cloridrato de irinotecano, pode resultar em infecções graves ou fatais. A vacinação com vacinas contendo microrganismos vivos deve ser evitada em pacientes recebendo TREBYXAN®. As vacinas com microrganismos mortos ou inativados podem ser administradas, no entanto, a resposta a esta vacina pode ser diminuída.
Diarreia tardia:
A diarreia tardia (aquela que ocorre mais de 8 horas após a administração do produto) pode ser prolongada e pode levar à desidratação, desequilíbrio eletrolítico (dos eletrólitos – substâncias como sódio e potássio – presentes no sangue) ou sepse (infecção generalizada)), constituindo um risco de morte potencial. Nos estudos clínicos que testaram o esquema posológico a cada 3 semanas, a diarreia tardia surgiu, em média, após 5 dias da infusão de cloridrato de irinotecano. Nos estudos que avaliaram a posologia semanal, este intervalo médio foi de 11 dias. Nos pacientes que começaram o tratamento com a dose semanal de 125 mg/m², o tempo médio de duração de qualquer grau de diarreia tardia foi de 3 dias. Nos pacientes tratados com a dose semanal de 125 mg/m² que tiveram diarreia mais intensa, o tempo médio de duração de todo o episódio de diarreia foi de 7 dias. Resultados de um estudo de um esquema semanal de tratamento não demonstraram diferença na taxa de diarreia tardia em pacientes com 65 anos ou mais em relação a pacientes com menos de 65 anos. Entretanto, pacientes com 65 anos ou mais, devem ser monitorados de perto devido ao risco aumentado de diarreia precoce observada nesta população. Ulceração (formação de feridas) do cólon (do intestino grosso), algumas vezes com sangramento, foi observada em associação à diarreia induzida pelo cloridrato de irinotecano.
Se ocorrer diarreia, o médico responsável deve ser avisado e ele tomará as medidas necessárias. A diarreia tardia deve ser tratada com loperamida (medicamento que trata os sintomas diarreicos) imediatamente após observar-se o primeiro episódio de fezes amolecidas, ou sem consistência, ou ainda, na ocorrência de evacuações em frequência maior do que a esperada. Em caso de desidratação, devem ser
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realizadas reposições hídrica (de água) e eletrolítica (de eletrólitos, substâncias como sódio e potássio), através de soro caseiro ou preparações semelhantes. Se os pacientes apresentarem íleo paralítico (parada dos movimentos intestinais), febre ou neutropenia (diminuição de um tipo de células de defesa no sangue: neutrófilos) grave, tratamento de suporte com antibióticos deve ser administrado. Além do tratamento antibiótico, a hospitalização é recomendada para o tratamento de diarreia, nos seguintes casos:
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diarreia com febre;
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diarreia grave (requerendo hidratação intravenosa);
-
pacientes com vômito associado à diarreia tardia;
-
diarreia persistindo por cerca de 48 horas após o início da terapia com altas doses de loperamida.
Após o primeiro ciclo de tratamento, os ciclos quimioterápicos semanais subsequentes só devem ser iniciados quando a função intestinal (número e quantidade de evacuações) do paciente retornar ao padrão pré-tratamento por, pelo menos, 24 horas sem a necessidade de medicação antidiarreica. Se ocorrer diarreia grave a administração de TREBYXAN® deve ser descontinuada e retomada em dose reduzida assim que o paciente se recuperar.
Doença inflamatória crônica e/ou obstrução intestinal:
Em caso de obstrução intestinal os pacientes não devem ser tratados com TREBYXAN®.
Náuseas e vômitos:
O cloridrato de irinotecano é emetogênico (provoca vômito), como os quadros de náuseas e vômitos podem ser intensos ocorrendo geralmente, durante ou logo após a infusão do cloridrato de irinotecano, recomenda-se que os pacientes recebam antieméticos (medicamentos que combatem náusea e vômitos) pelo menos 30 minutos antes da infusão de TREBYXAN®. O médico também deve considerar a utilização subsequente de esquema de tratamento antiemético se necessário. Pacientes com vômito associado à diarreia tardia devem ser hospitalizados assim que possível para tratamento.
Neurológico:
Tontura foi observada e pode, algumas vezes, representar evidência sintomática de hipotensão ortostática (queda da pressão arterial relacionada a posição em pé) em pacientes com desidratação.
Renal:
Elevações dos níveis séricos (no sangue) de creatinina ou ureia (substâncias que indicam a função renal) foram observadas. Ocorreram casos de insuficiência renal aguda (prejuízo na função dos rins). Esses eventos foram atribuídos a complicações infecciosas ou à desidratação, relacionada à náusea, vômitos ou diarreia. Há raros relatos de disfunção renal (mau funcionamento dos rins) decorrente de síndrome de lise tumoral (série de alterações do organismo decorrentes da morte e destruição das células tumorais).
Respiratório:
Observou-se um tipo de dispneia (falta de ar); mas é desconhecido o quanto doenças preexistentes e/ou envolvimento pulmonar maligno (presença de tumor no pulmão) contribuem para o quadro. Em estudos iniciais no Japão, pequena porcentagem dos pacientes evoluiu com uma síndrome pulmonar, com potencial de morte, que se apresenta através de dispneia, febre e de um padrão reticulonodular na radiografia de tórax (padrão de radiografia de tórax). Porém, o quanto o cloridrato de irinotecano contribuiu para estes eventos é desconhecido, pois os pacientes também apresentavam tumores pulmonares e, alguns, doença pulmonar não maligna preexistente.
Doença pulmonar intersticial (tipo de comprometimento pulmonar), manifestada através de infiltrado pulmonar, é incomum durante terapia com irinotecano. São fatores de risco para o desenvolvimento desta complicação: doenças pulmonares preexistentes, uso de medicamentos pneumotóxicos (tóxicos para os pulmões), radioterapia (tratamento com radiação) e uso de fatores de estimulação de colônias (substâncias que agem na medula óssea estimulando a produção de células sanguíneas). Na presença de um ou mais destes fatores o paciente deve ser cuidadosamente monitorado quanto a sintomas respiratórios antes e durante a terapia com TREBYXAN®.
Outros:
Uma vez que este produto contém sorbitol, não é recomendado o uso em pacientes com intolerância hereditária à frutose.
Atenção: Contém sorbitol.
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Uso em Populações Especiais:
Pediátrico - a eficácia do cloridrato de irinotecano em pacientes pediátricos não foi estabelecida.
Idosos:
Recomendações específicas de dosagem podem se aplicar a essa população e dependem do esquema utilizado.
Insuficiência Hepática:
Em pacientes com hiperbilirrubinemia (aumento dos níveis de bilirrubina no sangue), o clearance do irinotecano, é diminuído e, portanto, o risco de hematotoxicidade (toxicidade das células sanguíneas) é aumentado. O uso de irinotecano em pacientes com concentração de bilirrubina sérica total acima de 3,0 vezes o limite superior estabelecido pelo laboratório, administrado como agente único no esquema terapêutico de uma a cada 3 semanas ainda não foi estabelecida (vide “COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?”). A função hepática (do fígado) basal deve ser obtida antes do início do tratamento e monitorada mensalmente, com novas coletas se clinicamente indicado.
Este medicamento pode causar danos ao fígado. Por isso, seu uso requer acompanhamento médico estrito e exames laboratoriais periódicos para controle.
Radioterapia:
Pacientes submetidos previamente à irradiação pélvica/abdominal têm maior risco de mielossupressão (diminuição da função da medula óssea, órgão responsável pela produção das células sanguíneas) após a administração de cloridrato de irinotecano. Estes casos exigem cautela no tratamento de pacientes com extensa radiação prévia. Dependendo do esquema preconizado, doses específicas podem ser necessárias.
Performance Status (ECOG – Eastern Cooperative Oncology Group): Pacientes com graus piores de “performance status” (estado geral do paciente) possuem risco aumentado de desenvolverem eventos adversos relacionados ao irinotecano. Recomendações específicas de dosagem para pacientes com ECOG performance status de 2 podem se aplicar a essa população, dependendo do esquema utilizado. Pacientes com performance status de 3 ou 4 não devem receber cloridrato de irinotecano. Em estudos clínicos (estudos realizados para avaliar o medicamento) que compararam pacientes recebendo cloridrato de irinotecano/5-fluoruracila/folinato de cálcio ou 5-fluoruracila/folinato de cálcio, foram observadas taxas maiores de hospitalização, neutropenia febril (pacientes com diminuição do número de neutrófilos, que evoluíram com febre), tromboembolismo (formação de coágulo dentro de vaso sanguíneo), descontinuação do tratamento no primeiro ciclo e óbitos precoces em pacientes com performance status basal de 2, quando comparados a pacientes com performance status basal de 0 ou 1.
Neoplasia gástrica:
Pacientes com neoplasia gástrica parecem apresentar mielossupressão mais importante e outras toxicidades quando o cloridrato de irinotecano é administrado. Uma dose inicial mais baixa deve ser considerada nesses pacientes.
Uso Durante a Gravidez:
Não existem estudos adequados e bem controlados do cloridrato de irinotecano em mulheres grávidas. O irinotecano é teratogênico (causa malformação) em ratos e coelhos. O irinotecano pode causar danos ao feto quando administrado a mulheres grávidas. Mulheres com potencial para engravidar não devem iniciar o irinotecano até que a gravidez seja excluída. A gravidez deve ser evitada se um dos parceiros estiver recebendo o cloridrato de irinotecano. Devido ao potencial de genotoxicidade, pacientes do sexo feminino com potencial reprodutivo devem usar métodos anticoncepcionais altamente eficazes durante o tratamento e por 6 meses após a última dose do irinotecano. Devido ao potencial de genotoxicidade, pacientes do sexo masculino com parceiros do sexo feminino com potencial reprodutivo devem usar métodos contraceptivos eficazes durante o tratamento e por 3 meses após a última dose de irinotecano.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
Uso Durante a Lactação:
O efeito em recém-nascidos / bebês é desconhecido. Devido ao potencial de reações adversas graves em lactentes, recomenda-se não amamentar ao receber terapia com cloridrato de irinotecano.
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Cinco minutos após a administração IV de cloridrato de irinotecano marcado (medicamento marcado com radioatividade) em ratas, detectou-se radioatividade no leite, com concentrações plasmáticas (no sangue) até 65 vezes maiores do que as obtidas no plasma (no sangue) 4 horas após a administração.
O uso deste medicamento no período da lactação depende da avaliação e acompanhamento do seu médico.
Efeitos na Habilidade de Dirigir e Operar Máquinas:
O efeito de cloridrato de irinotecano sobre a habilidade de dirigir e/ou operar máquinas não foi avaliado. Entretanto, pacientes devem ser alertados sobre o potencial de tontura ou distúrbios visuais, que podem ocorrer dentro de 24 horas após a administração de TREBYXAN®, e aconselhados a não dirigir e/ou operar máquinas se estes sintomas ocorrerem.
5. ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?
TREBYXAN® deve ser armazenado em temperatura ambiente (de 15ºC a 30ºC). Proteger da luz.
Os frascos contendo o medicamento acabado devem ser protegidos da luz, mantidos dentro do cartucho até a utilização. O medicamento não deve ser congelado, mesmo quando diluído. Descartar devidamente qualquer solução não utilizada.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Características do produto TREBYXAN ® apresenta-se na forma de solução límpida, ligeiramente amarela a amarela pálida, livre de partículas visíveis. O produto apresenta odor característico.
6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Posologia Todas as doses de TREBYXAN® devem ser administradas em infusão intravenosa (dentro da veia) ao longo de 30 a 90 minutos.
TREBYXAN® é um medicamento de uso restrito a hospitais. O esquema posológico e o plano de tratamento deverão ser determinados exclusivamente pelo médico responsável de acordo com o tipo de neoplasia e a resposta ao tratamento. Para maiores informações sobre a posologia do medicamento, consulte o seu médico ou a bula específica para o profissional de saúde.
Modo de usar Precauções no Preparo e Administração - TREBYXAN® deve ser preparado exclusivamente por um profissional habilitado.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento de seu médico.
7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
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Como esse é um medicamento de uso exclusivamente hospitalar, o plano de tratamento é definido pelo médico que acompanha o caso. Se você faltar a uma sessão programada de quimioterapia com esse medicamento, você deve procurar o seu médico para redefinição da programação de tratamento.
O esquecimento da dose pode comprometer a eficácia do tratamento.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.
8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?
As seguintes reações adversas foram observadas durante os estudos clínicos (estudos realizados para avaliar o medicamento) realizados com irinotecano, para as diversas indicações e posologias:
Estudos clínicos como agente único, 100 a 125 mg/m² em esquema de dose semanal
Eventos Adversos Graus 1 a 4 NCI (National Cancer Institute - Instituto Nacional do Câncer) Relacionados ao Fármaco Observados em Mais de 10% dos Pacientes nos Estudos Clínicos:
diarreia tardia (que ocorre depois de 8 horas após a administração do produto), náusea (enjoo), vômitos, diarreia precoce, dor/cólicas Distúrbios Gastrintestinais abdominais, anorexia (falta de apetite), estomatite (inflamação da mucosa da boca) Distúrbios do Sangue e Sistema leucopenia (redução de células de defesa no sangue), anemia, Linfático neutropenia (diminuição de um tipo de células de defesa no sangue: neutrófilos) Distúrbios Gerais e no Local da astenia (fraqueza), febre Administração
Distúrbios Metabólicos e perda de peso, desidratação
Nutricionais Distúrbios na Pele e Tecido alopecia (perda de cabelo) Subcutâneo Distúrbios Vasculares eventos tromboembólicos (formação de coágulos nos vasos sanguíneos)* *Incluem angina pectoris (dor no peito por doença do coração), trombose arterial (trombo ou coágulo nas artérias), infarto cerebral (interrupção do fornecimento de sangue para alguma região do cérebro), acidente vascular cerebral (derrame), tromboflebite profunda (presença de coágulo com inflamação do vaso sanguíneo), embolia de extremidade inferior (trombo ou coágulo proveniente dos membros inferiores), parada cardíaca, infarto do miocárdio (interrupção do fornecimento de sangue para o coração), isquemia miocárdica (infarto), distúrbio vascular periférico (dos vasos sanguíneos dos membros), embolia pulmonar (presença de êmbolo – trombo, coágulo no pulmão), morte súbita, tromboflebite, trombose (presença de coágulo nos vasos sanguíneos), distúrbio vascular (do vaso).
Estudos clínicos como agente único, 300 a 350 mg/m² em esquema de dose a cada 3 semanas
Estão listados nas Tabelas a seguir, em ordem decrescente de frequência, os eventos adversos graus 3 ou 4 NCI relatados nos estudos clínicos do esquema posológico semanal ou a cada 3 semanas (N=620).
Eventos Adversos Grau 3 ou 4 NCI Relacionados ao Fármaco Observados em Mais de 10% dos
Pacientes nos Estudos Clínicos:
Distúrbios Gastrintestinais diarreia tardia, náusea, dor/cólicas abdominais Distúrbios do Sangue e Sistema leucopenia, neutropenia Linfático Distúrbios na Pele e Tecido alopecia Subcutâneo
Eventos Adversos Grau 3 ou 4 NCI Relacionados ao Fármaco Observados em 1% a 10% dos
Pacientes nos Estudos Clínicos:
Infecções e infestações Infecção
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vômitos, diarreia precoce, constipação (prisão de ventre), Distúrbios Gastrintestinais anorexia, mucosite (úlceras na mucosa dos órgãos do aparelho digestivo), anemia, trombocitopenia Distúrbios do Sangue e Sistema Linfático anemia, trombocitopenia Distúrbios Gerais e no Local da astenia, febre, dor Administração Distúrbios Metabólicos e Nutricionais desidratação, hipovolemia (desidratação) Distúrbios Hepatobiliares bilirrubinemia (aumento das bilirrubinas no sangue) Distúrbios Respiratório, Torácico e dispneia (falta de ar) Mediastinal Distúrbios Laboratoriais (investigativo) aumento da creatinina
Eventos Adversos Grau 3 ou 4 NCI Relacionados ao Fármaco Observados em Menos de 1% dos
Pacientes nos Estudos Clínicos:
Infecções e infestações sepse (infecção generalizada) distúrbio retal, monilíase GI (infecção causada pelo fungo Distúrbios Gastrintestinais Cândida) Distúrbios Gerais e no Local da calafrios, mal-estar, dor lombar Administração perda de peso, hipocalemia (diminuição de potássio no Distúrbios Metabólicos e Nutricionais sangue), hipomagnesemia (diminuição de magnésio no sangue) Distúrbios na Pele e Tecido Subcutâneo eritema – rash (vermelhidão), sinais cutâneos marcha anormal (alteração do andar), confusão, cefaleia (dor Distúrbios no Sistema Nervoso de cabeça) hipotensão (queda da pressão), síncope (desmaio), distúrbios Distúrbios Cardiovasculares cardiovasculares Distúrbios Renal e Urinário infecção do trato urinário Distúrbios no Sistema Reprodutivo e dor nas mamas Mamas aumento da fosfatase alcalina (enzima do fígado), aumento Distúrbios Laboratoriais (investigativo) da gama-GT (enzima do fígado)
Os seguintes eventos adicionais relacionados ao medicamento foram relatados nos estudos clínicos com cloridrato de irinotecano, mas não preencheram os critérios acima definidos como ocorrência > 10% de eventos relacionados ao medicamento (NCI graus 1 - 4 ou de NCI graus 3 ou 4): rinite, salivação aumentada, miose (pupila pequena), lacrimejamento, diaforese (suor excessivo), rubor facial (vermelhidão), bradicardia (diminuição dos batimentos cardíacos), tonturas, extravasamento (escape acidental de medicamento para fora do vaso sanguíneo), síndrome da lise tumoral (sintomas provocados pela destruição das células do câncer) e ulceração do cólon (formação de feridas no intestino grosso).
Experiência Pós-Comercialização Distúrbios Cardíacos - foram observados casos de isquemia miocárdica (infarto) após terapia com cloridrato de irinotecano predominantemente em pacientes com doença cardíaca de base (prévia), outros fatores de risco conhecidos para doença cardíaca ou quimioterapia citotóxica prévia (que destrói as células do câncer).
Distúrbios Gastrintestinais - foram relatados casos infrequentes de obstrução intestinal (interrupção do trânsito intestinal), íleo paralítico (diminuição dos movimentos do intestino), megacólon (alargamento do intestino grosso) ou hemorragia (sangramento) gastrintestinal, e raros casos de colite (inflamação do intestino grosso, cólon), incluindo tifilite (inflamação do ceco, uma região do intestino grosso) e colite isquêmica (inflamação do intestino grosso devido a falta de irrigação sanguínea) ou ulcerativa (com formação de feridas). Em alguns casos, a colite foi complicada por ulceração (formação de feridas), sangramento, íleo (parada da eliminação de gases e fezes) ou infecção. Casos de íleo sem colite anterior também foram relatados. Casos raros de perfuração intestinal foram relatados.
Foram observados raros casos de pancreatite (inflamação no pâncreas) sintomática ou elevação assintomática das enzimas pancreáticas.
10
Hipovolemia - foram relatados casos raros de distúrbio renal e insuficiência renal aguda (diminuição aguda da função dos rins), geralmente em pacientes que contraíram infecções ou evoluíram com desidratação por toxicidade gastrintestinal grave (desidratação por diarreia). Foram observados casos infrequentes de insuficiência renal (prejuízo na função dos rins), hipotensão (queda de pressão) ou distúrbios circulatórios em pacientes que apresentaram episódios de desidratação associadas a diarreia e/ou vômito, ou sepse (infecção generalizada).
Infecções e infestações: foram relatadas infecções bacterianas, fúngicas e virais. Foram observados casos infrequentes de insuficiência renal (prejuízo na função dos rins), hipotensão (queda de pressão) ou distúrbios circulatórios em pacientes que apresentaram episódios de desidratação associadas a diarreia e/ou vômito, ou sepse (infecção generalizada).
Distúrbios do Sistema Imune - foram relatadas reações de hipersensibilidade (alergia), inclusive reações graves anafiláticas ou anafilactoides (reações alérgicas graves).
Distúrbios Musculoesqueléticos e do Tecido Conjuntivo - efeitos precoces tais como contração muscular ou cãibra e parestesia (sensação de formigamento) foram relatados.
Distúrbios do Sistema Nervoso - distúrbios de fala, geralmente transitórios, têm sido reportados em pacientes tratados com cloridrato de irinotecano. Em alguns casos, o evento foi atribuído à síndrome colinérgica (por excesso de estimulação) observada durante ou logo após a infusão de cloridrato de irinotecano.
Distúrbios Respiratórios, Torácicos e Mediastinais - doença pulmonar intersticial (comprometimento pulmonar) presente como infiltrados pulmonares são incomuns durante terapia com cloridrato de irinotecano. Efeitos precoces tais como dispneia (falta de ar) foram relatados. Soluços também foram relatados.
Investigações: foram relatados casos raros de hiponatremia (diminuição da quantidade de sódio no sangue) geralmente relacionada com diarreia e vômito. Foram muito raramente relatados aumentos dos níveis séricos das transaminases (por exemplo: TGO e TGP, enzimas hepáticas – que refletem a função do fígado) na ausência de metástase progressiva do fígado.
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.
9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A INDICADA
DESTE MEDICAMENTO?
Foram administradas doses únicas de até 750 mg/m² de cloridrato de irinotecano a pacientes com várias neoplasias. Os eventos adversos observados nesses pacientes foram semelhantes aos relatados com as doses e esquemas terapêuticos recomendados. Não se conhece um antídoto para a superdose do produto. Deve-se adotar medidas de suporte máximas para evitar a desidratação devido à diarreia e para tratar qualquer complicação infecciosa.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Informações técnicas (profissionais de saúde)
Interações Medicamentosas:
A coadministração (ao mesmo tempo) de TREBYXAN® com inibidores de suas enzimas metabolizadoras (enzimas que transformam o medicamento) pode resultar em maior exposição ao TREBYXAN® e seu metabólito ativo SN-38 (substância ativa). Médicos devem levar isso em consideração ao administrar TREBYXAN ® com estes medicametos.
- cetoconazol - o clearance (eliminação) do cloridrato de irinotecano é reduzido significativamente em
pacientes recebendo concomitantemente cetoconazol (tipo de antifúngico), aumentando assim a exposição ao SN-38. O cetoconazol deve ser descontinuado pelo menos 1 semana antes de iniciar o tratamento com cloridrato de irinotecano e não deve ser administrado durante a terapia com cloridrato de irinotecano.
- sulfato de atazanavir - tem o potencial de aumentar a exposição sistêmica ao SN-38 o metabólito ativo
do cloridrato de irinotecano. Médicos devem levar isto em consideração quando coadministrar estes medicamentos.
- Anticonvulsivantes - a coadministração de medicamentos anticonvulsivantes indutores do CYP3A (que
induz a metabolização de outras drogas pelo fígado) (por ex.: carbamazepina, fenobarbital ou fenitoína) reduzem a exposição ao metabólito ativo SN-38. Deve-se ter cautela ao iniciar ou substituir anticonvulsivantes não indutores enzimáticos pelo menos 1 semana antes do início da terapia com cloridrato de irinotecano em pacientes que requerem tratamento com anticonvulsivantes.
- Erva de São João (Hypericum perforatum): a exposição ao metabólito SN-38 é reduzida em pacientes
recebendo a erva de São João concomitantemente. A erva de São João deve ser descontinuada pelo menos 1 semana antes do primeiro ciclo de cloridrato de irinotecano, e não deve ser administrada durante todo o tratamento com TREBYXAN®.
- Bloqueadores neuromusculares - a interação entre cloridrato de irinotecano e bloqueadores
neuromusculares (uma classe de medicamentos que bloqueia a interação entre nervos e músculos) não pode ser descartada, uma vez que ele pode prolongar o efeito neuromuscular do suxametônio (um tipo de bloqueador neuromuscular) e antagonizar (bloquear o efeito) de outros bloqueadores neuromusculares.
- Agentes antineoplásicos - eventos de cloridrato de irinotecano, como a mielossupressão (diminuição da
função da medula óssea, órgão responsável pela produção das células sanguíneas) e a diarreia, podem ser exacerbados (aumentados) pela associação com outros agentes antineoplásicos que causem eventos adversos semelhantes.
- dexametasona - foi relatada linfocitopenia (redução do número de linfócitos, células sanguíneas de
defesa) em pacientes em tratamento com cloridrato de irinotecano, sendo possível que a administração de dexametasona como profilaxia (ação preventiva) antiemética possa aumentar a probabilidade de ocorrência de linfocitopenia. Contudo, não foram observadas infecções graves e nenhuma complicação foi especificamente atribuída à linfocitopenia. Foi também relatada hiperglicemia (concentração elevada de glicose no sangue) em pacientes com um histórico de diabetes mellitus ou evidência de intolerância à glicose previamente à administração de cloridrato de irinotecano. É provável que a dexametasona, aplicada como profilaxia (prevenção) antiemética, possa ter contribuído para o surgimento de hiperglicemia em alguns pacientes.
- Laxantes - é esperado que laxantes (que estimulam a eliminação das fezes) usados durante a terapia
com o irinotecano piorem a incidência ou gravidade da diarreia.
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- Diuréticos - desidratação secundária a vômitos e/ou diarreia pode ser induzida pelo cloridrato de
irinotecano. O médico pode considerar a suspensão do diurético (medicamento que atua no rim) durante o tratamento com o irinotecano e durante períodos ativos de vômitos e diarreia.
- bevacizumabe - resultados de um estudo específico de interação medicamentosa demonstraram nenhum
efeito significativo do bevacizumabe (tipo de antineoplásico – anticorpo monoclonal) na farmacocinética de irinotecano e seu metabólito ativo SN-38.
- Vacinas - a administração de vacinas vivas ou atenuadas (microrganismo mortos ou inativados) em
pacientes imunocomprometidos (imunidade diminuída) por agentes quimioterápicos, incluindo cloridrato de irinotecano, pode resultar em infecções graves ou fatais. A vacinação com vacinas vivas deve ser evitada em pacientes recebendo cloridrato de irinotecano. As vacinas mortas ou inativadas podem ser administradas. Entretanto, a resposta a tais vacinas pode ser diminuída.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
Identificação do medicamento
APRESENTAÇÕES
SOLUÇÃO PARA DILUIÇÃO PARA INFUSÃO
cloridrato de irinotecano 20 mg/mL em embalagens contendo 1frasco-ampola com 2 mL (40 mg) ou contendo 1frasco-ampola com 5 mL (100 mg).
USO INTRAVENOSO
USO ADULTO
CUIDADO: AGENTE CITOTÓXICO
COMPOSIÇÃO
Cada mL da solução para diluição para infusão contém:
cloridrato de irinotecano tri-hidratado*........................................................................................... 20 mg veículo: sorbitol, ácido láctico, ácido clorídrico, hidróxido de sódio e água para injeção q.s.p. ... 1 mL
- Equivalente a 17,33 mg de irinotecano.
Dizeres legais
DIZERES LEGAIS
Registro: 1.0646.0193
Registrado e produzido por:
Laboratório Químico Farmacêutico Bergamo LTDA.
CNPJ: 61.282.661/0001-41.
Rua Rafael de Marco, 43. CEP: 06765-000. Taboão da Serra, SP.
VENDA SOB PRESCRIÇÃO
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USO RESTRITO A ESTABELECIMENTOS DE SAÚDE
CUIDADO: AGENTE CITOTÓXICO
TBX_SOL INJ_VP 01-9
12
Histórico de alteração da bula
Histórico de alteração para bula
Dados da submissão eletrônica Dados da petição/notificação que altera bula Dados das alterações de bulas
Data expediente No. Assunto Data do No. Assunto Data de Itens de Bula Versões Apresentações
expediente expediente expediente aprovação (VP/VPS) Relacionadas
Solução VP: injetável de 10450 - cloridrato de “O QUE DEVO SABER irinotecano 20
SIMILAR - ANTES DE USAR ESTE mg/mL em
Notificação MEDICAMENTO ?” embalagens
de contendo 1, 10
21/02/2025 Versão atual Alteração N/A N/A N/A N/A DIZERES LEGAIS VPS/VP ou 50 frascos-
de Texto de ampola com 2 Bula – mL (40 mg) ou publicação VPS: no Bulário em embalagem
RDC 60/12 “ADVERTÊNCIAS E contendo 1, 10
PRECAUÇÕES”DIZERES ou 50 frascosLEGAIS ampola com 5 mL (100 mg). Solução VP injetável de 10450 - cloridrato de
SIMILAR - “O que devo saber antes de irinotecano 20
Notificação usar esse medicamento?” mg/mL em
de embalagens
Alteração VPS: “Advertência e contendo 1, 10
20/05/2024 de Texto de N/A N/A N/A N/A precauções” VPS/VP ou 50 frascos-
Bula – ampola com 2 publicação mL (40 mg) ou Atualização da condição de em embalagem
no Bulário armazenamento e dizeres contendo 1, 10
RDC 60/12 legais para adequação à ou 50 frascos-
RDC 768/22. ampola com 5 mL (100 mg).
13
Solução VP injetável de 10450 - cloridrato de
SIMILAR - “O que devo saber antes de irinotecano 20
Notificação usar esse medicamento?” mg/mL em
de embalagens
0580048/24- Alteração VPS: “Advertência e contendo 1, 10
02/05/2024 1 de Texto de N/A N/A N/A N/A precauções” VPS/VP ou 50 frascos-
Bula – ampola com 2 publicação mL (40 mg) ou Atualização da condição de em embalagem
no Bulário armazenamento e dizeres contendo 1, 10
RDC 60/12 legais para adequação à ou 50 frascos-
RDC 768/22. ampola com 5 mL (100 mg). Solução injetável de 10450 - cloridrato de SIMILAR - irinotecano 20 Notificação mg/mL em de embalagens
Alteração Atualização Logo Bergamo contendo 1, 10
06/06/2023 de Texto de N/A N/A N/A N/A e Logo SAC VPS/VP ou 50 frascos-
0579835/23- ampola com 2
5 Bula – mL (40 mg) ou
publicação em embalagem no Bulário contendo 1, 10 RDC 60/12 ou 50 frascosampola com 5 mL (100 mg). Solução injetável de 10450 – cloridrato de SIMILAR irinotecano 20 – mg/mL em Notificação embalagens
09/05/2022 2695645/22- de N/A N/A N/A N/A Identificação do VPS/VP contendo 1, 10
8 Alteração Medicamento ou 50 frascos-
de Texto de ampola com 2 Bula – mL (40 mg) ou RDC 60/12 em embalagem contendo 1, 10 ou 50 frascosampola com 5 14
mL (100 mg).
Solução injetável de cloridrato de 10450 – irinotecano 20 SIMILAR mg/mL em
– Dizer Legal embalagens
29/11/2021 4702408/21- Notificação contendo 1, 10
6 de N/A N/A N/A N/A 9. REAÇÕES VPS/VP ou 50 frascos-
Alteração ADVERSAS ampola com 2
de Texto de mL (40 mg) ou Bula – em embalagem RDC 60/12 contendo 1, 10 ou 50 frascosampola com 5 mL (100 mg). Solução injetável de cloridrato de
10450 – Versão do Profissional de irinotecano 20
SIMILAR Saúde: mg/mL em
– Características embalagens
28/08/2020 2908923/20- Notificação farmacológicas; contendo 1, 10
9 de N/A N/A N/A N/A Advertências e precauções. VPS/VP ou 50 frascos-
Alteração ampola com 2
de Texto de Versão do Paciente: mL (40 mg) ou
Bula – O que devo saber antes de em embalagem
RDC 60/12 usar este medicamento? contendo 1, 10
ou 50 frascosampola com 5 mL (100 mg). Solução injetável de 10450 – cloridrato de
SIMILAR 104756 - irinotecano 20
– SIMILAR- Inclusão da frase de mg/mL em
28/02/2019 0190552/19- Notificação 0190316/19- Notificação de intercambialidade com o embalagens
0 de 28/02/2019 1 alteração de texto N/A medicamento de VPS/VP contendo 1, 10
Alteração de bula para referência. ou 50 frascos-
de Texto de adequação a ampola com 2
Bula – intercambialidade mL (40 mg) ou
RDC 60/12 em embalagem contendo 1, 10 ou 50 frascos15
ampola com 5 mL (100 mg).
Solução injetável de cloridrato de
10450 – Versão do Profissional de irinotecano 20
SIMILAR Saúde: mg/mL em
– Reações adversas embalagens
28/11/2018 1124188/18- Notificação contendo 1, 10
8 de N/A N/A N/A N/A Versão do Paciente: VPS/VP ou 50 frascos-
Alteração Quais os males que este ampola com 2
de Texto de medicamento pode me mL (40 mg) ou
Bula – causar? em embalagem
RDC 60/12 contendo 1, 10 ou 50 frascosampola com 5 mL (100 mg). Versão do Profissional de
Saúde:
Via de Administração Indicações Resultados de Eficácia Características Farmacológicas Solução Advertências e Precauções injetável de Interações cloridrato de
10450 – Medicamentosas irinotecano 20
SIMILAR Posologia e Modo de usar mg/mL em
– Reações Adversas embalagens
Notificação Superdose contendo 1, 10
22/03/2017 0456707/17- de N/A N/A N/A N/A VPS/VP ou 50 frascos-
2 Alteração Versão do Paciente: ampola com 2
de Texto de Via de Administração mL (40 mg) ou
Bula – Para que este medicamento em embalagem
RDC 60/12 é indicado? contendo 1, 10
Como este medicamento ou 50 frascosfunciona? ampola com 5 O que devo saber antes de mL (100 mg). usar este medicamento? Quais os males que este medicamento pode me causar? O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste 16
medicamento?
Solução injetável de cloridrato de 10450 – irinotecano 20 SIMILAR mg/mL em – embalagens
1004587/14- Notificação Adequação ao template da contendo 1, 10
06/11/2014 2 de N/A N/A N/A N/A empresa. VPS ou 50 frascos-
Alteração ampola com 2 de Texto de mL (40 mg) ou Bula – em embalagem RDC 60/12 contendo 1, 10 ou 50 frascosampola com 5 mL (100 mg). Versão do Profissional de
Saúde:
- Item 3. Características Solução
Farmacológicas; injetável de
- Item 5. Advertências e cloridrato de
10450 – Precauções; irinotecano 20
SIMILAR - Item 6. Interações mg/mL em
– Medicamentosas; embalagens
Notificação - Item 8. Posologia e Modo contendo 1, 10
25/09/2014 0798798146 de N/A N/A N/A N/A de usar; VP/VPS ou 50 frascos-
Alteração - Item 9. Reações ampola com 2
de Texto de Adversas. mL (40 mg) ou
Bula – Versão do Paciente: em embalagem
RDC 60/12 - Item 3. Quando não Devo contendo 1, 10
Usar este Medicamento? ou 50 frascos-
- Item 4. O Que Devo ampola com 5
Saber Antes de Usar Este mL (100 mg). Medicamento?
- Item 6. Como Devo Usar
este Medicamento?
10450 – Versão do Profissional de Solução
16/08/2013 0679242/13- SIMILAR N/A N/A N/A N/A Saúde: VP/VPS injetável de
1 – - Item 2. Resultados de cloridrato de
Notificação Eficácia; irinotecano 20
de - Item 3. Características mg/mL em
17
Alteração Farmacológicas; embalagens
de Texto de - Item 8. Posologia e Modo contendo 1, 10
Bula – de Usar; ou 50 frascos-
RDC 60/12 - Item 9. Reações ampola com 2
Adversas. mL (40 mg) ou em embalagem Versão do Paciente: contendo 1, 10
- Item 6. Como Devo Usar ou 50 frascos-
Este Medicamento? ampola com 5
- Item 8. Quais os Males mL (100 mg).
Que Este Medicamento Pode me Causar? Solução injetável de cloridrato de irinotecano 20 10457 – mg/mL em SIMILAR embalagens
0678914/13- – Inclusão contendo 1, 10
16/08/2013 5 Inicial de N/A N/A N/A N/A VP/VPS ou 50 frascos-
Texto de Versão inicial ampola com 2
Bula – mL (40 mg) ou RDC 60/12 em embalagem contendo 1, 10 ou 50 frascosampola com 5 mL (100 mg).
18
Transcrição automática da bula oficial registrada na ANVISA, processada em 15 de jun. de 2026. Conteúdo informativo: em caso de divergência, vale o PDF oficial. Este material não substitui orientação médica ou farmacêutica.